Carl Rogers entendia a sua abordagem como sendo uma abordagem fenomenológico e-xistencial . Entendia que a tendência atualizante, que ele preconizava como fonte básica da moti-vação humana, só operava fenomenologicamente. As condições que ele constituiu como condições de criação de um cli-ma terapêutico – quase tão faladas quanto mal entendidas – são condições fenomenológicas. As características do funcionamento ótimo da persona-lidade são características eminentemente fenomenológico existenciais.
Rogers sofreu uma influência importante das psicologias fenomenológico existenciais de Abraham Maslow e de Rollo May, introdutores da psicologia fenomenológico existencial nos EUA, influenciados pelos psicoterapeutas feno-menológico existenciais europeus, em particular Medrard Boss e Ludwig Binswanger, que busca-vam constituir uma psicoterapia fenomenológicas a partir da fenomenologia de Heidegger. O livro Existence , de Boss e Bin-wanger, dentre outros, publicado originalmente na Europa, teve sua publicação nos EUA patro-cinada por Maslow e por May. Rogers fez a revisão da obra.
No entanto, Rogers, de um modo geral, não tematizava de um modo mais sistemático e explícito os fundamentos fenomenológico exis-tenciais de sua abordagem, ainda que teorizasse de um modo bastante significativo. Progressi-vamente, os escritos de Rogers foram se tornando cada vez menos teorizantes, cada vez mais ensaísticos. Registros dos processos de sua experimentação em psicologia e psicoterapia, em particular no desenvolvimento e vivência de seu modelo de trabalho com grupos.
Certamente que a indisposição de Rogers para um maior aprofundamento teórico advinha de suas influências empiristas.
Mas o propugnador incansável da con-cepção de empatia no âmbito da psicologia e da psicoterapia não podia ser simplesmente um empirista objetivista. O Carl Rogers que acolheu as concepções fenomenológicas da psicologia or-ganísmica de Kurt Goldstein, como tendência atualizante, auto-atualização organísmica, avaliação organísmica da consciência, não podia ser sim-plesmente um empirista objetivista Rogers não se filiava ao empirismo do Pragmatismo, nem ao empirismo anglo saxão, de um modo geral. Não se filiava ao comportamentalismo. Ainda que não estivesse bem desenvolvida a explicitação e o esclarecimento da vinculação de suas concep-ções à Fenomenologia e ao Existencialismo.
No seu modelo de trabalho com grupos, a partir de 1974, há uma depuração e radicalização das características fenomenológico existenciais de seu modelo. Há uma relativização das idéias de tendência atualizante, e mesmo de condições terapêuticas no contexto do grupo, para centrar-se no provimento de condições hermenêuticas para o desdobramento da dialógica do encontro gru-pal.
O fato, entretanto, é que Rogers pouco tematizou os fundamentos fenomenológicos de suas concepções, ainda que estas se caracterizem de um modo muito específico pela perspectiva fenomenológico existencial.
O fato, entretanto, também, é que a frágil explicitação e desdobramento dos fundamentos fenomenológico existenciais da abordagem roge-riana faz com que suas concepções, e o arcabouço teórico geral de sua abordagem se fragilizem. Gerando dificuldades para a repro-dução de seu conhecimento, e formação de no-vos profissionais a ela aderentes.
Alguns conceitos estão, em função disto, pobremente elaborados. Alguns flagrantemente inconsistentes e superados.
O conceito de tendência atualizante, por e-xemplo. Sua concepção vincula-se a uma perspectiva biológica. Quando as questões perti-nentes à terapia, ao trabalho psicológico, à facilitação de grupos, dizem respeito não a uma dimensão biológica, mas à dimensão fenomeno-lógico existencial. A explicitação desta concepção segundo a perspectiva fenomenológico existen-cial permite a assimilação da tendência atualizante à dimensão do possível, da possibili-dade compreensivamente vivida. E a concepção de seu desdobramento à noção de interpretação fenomenológico existencial. E à compreensão do modelo rogeriano como uma hermenêutica fe-nomenológico existencial.
Por outro lado, a noção de compreensão, na concepção de compreensão empática – tão impor-tante na concepção da abordagem rogeriana -- filia-se à concepção de compreensão da filosofia da vida de W. Dilthey – a reprodução em mim, um ser vivencial, da vivência de outro ser vivencial. Martin Heidegger foi influenciado por Dilthey, e desdobrou as suas concepções, concebendo a compreensão como a própria constituição do sen-tido, ao nível do ser-no-mundo. Diferentemente da perspectiva de Dilthey, a compreensão desta forma concebida deixa de ter uma concepção ob-jetivista, ou subjetivista, já que a vivência de ser no mundo se dá fora da dicotomização sujeito-objeto. A compreensão empática pode assim ser compreendida de um modo mais próprio, em particular no sentido de seu caráter dialógico.
Assim, desvendar as raízes fenomenológi-co existencial das concepções de Rogers, da abordagem rogeriana, permite uma apuração de seu sentido, uma apuração do sentido das con-cepções de Rogers. A superação de processos degenerativos da abordagem, e uma continuação da sua produção e reprodução.
domingo, 9 de agosto de 2009
7. Concluindo.
O trabalho de Carl Rogers é qualitativamente muito significativo. Ainda que de certas óticas, este signifi-cado possa parecer ambíguo. Seu trabalho oferece a concepção e método de uma profícua abordagem de psicologia e de psicoterapia para o trabalho na cha-mada “clínica” psicológica, no trabalho com grupos, no trabalho no âmbito da psicologia comunitária, da psicologia hospitalar, na psicologia organizacional e do trabalho, na psicologia educacional... Rogers con-tribui fundamental e diferenciadamente, de um modo teórico e fenomenológico existencial experi-mental, com a constituição de um modelo fenomenológico existencial experimental de psico-logia e de psicoterapia. É, sem dúvida, um gigante neste sentido.
Naturalmente que, nas condições em que ele viveu e trabalhou, há ambigüidades, imprecisões, equívo-cos. Alguns, intrínsecos ao empreendimento pioneiro de constituição de um modelo fenomeno-lógico existencial de psicologia e psicoterapia. Alguns, devidos a fatores e conflitos culturais. Ou-tros, devidos às limitações das informações sobre a ontologia, concepção e metodologia fenomenológi-ca, e sobre o existencialismo. Nada disso comprome-te a substância e importância de sua contribuição, quer seja em termos conceptuais ou em termos me-todológicos.
Rogers transita, ao longo de sua vida, e de sua obra, desde âmbito moralista, puritano, religioso; na dire-ção de uma abordagem genuinamente fenomenológico existencial experimental. Ao che-gar, por exemplo, à culminância de sua obra, na concepção e experimentação da metodologia feno-menológico existencial experimental empírica do trabalho com grupos.
Teve um influência importante da psicologia aca-dêmica norte americana, dos livre pensadores norte americanos, como Emerson e Thoreau. Mas encon-trou Kierkegaard e Buber já no seminário teológico, anteriormente a sua carreira de psicólogo. Como psicólogo, já, recebe as influências marcantes de A-brahan Maslow e de Rollo May. Estes mediam de um modo importante a chegada até Rogers da psi-coterapia fenomenológico existencial européia, dos heidgerianos Boss e Binswanger. Os gestálticos (da Psicologia da Gestalt) chegam, de um modo subs-tancial, através dos seminais trabalhos de Kurt Goldstein e Max Wertheimer, emigrados para os EUA, após uma já longa e profícua vida produtiva dentro da tradição fenomenológica da Psicologia da Gestalt, na Europa. E é fundamental, no desenvol-vimento de suas concepções e metodologia, o inter-câmbio com Otto Rank, emigrado da Europa, para a Universidade da Pensilvânia. Rank trazia, sobretu-do, e mais uma vez, a influência de Nietzsche no desenvolvimento de sua abordagem de psicoterapi-a. E teve uma substancial influência sobre Rogers.
Se existem imprecisões, impropriedades, equívocos, nas formulações de Rogers, a partir da perspectiva da ontologia e metodologia fenomenológica e exis-tencial, estes podem ser entendidos, como falamos, como conseqüências naturais do pioneirismo de Ro-gers, e de suas condições culturais, sociais e históricas específicas.
Afinal, no seu ambiente cultural e acadêmico, for-temente empirista -- num sentido objetivista do termo --, e pragmatista, o que quer dizer igualmente empirista objetivista, Rogers desviou, configurando-se como um empirista substancialmente fenomeno-lógico, e desenvolvendo uma obra, influenciada pelas perspectivas de um Kierkegaard, de um Bu-ber, de um Binswanger, de um Brentano, de um Goldstein, de um Wertheimer, de um Otto Rank, em especial.
Certamente que não era fácil discriminar o caráter empirista da Fenomenologia e do Existencialismo naquele momento nos EUA. Ao mesmo tempo, ca-bia evitar uma concepção idealista da Fenomenologia, fortemente rejeitada, naturalmente, no âmbito de um empirismo objetivista. Por entre Brentano, Husserl, Heidegger, Sartre, Psicologia da Gestalt, tensões entre o modo americano e europeu de conhecer... não era fácil encontrar um caminho.
Coerentemente, Rogers foi pela via do empirismo, e o empirismo que só podia ser o empirismo fenome-nológico. Por aí ele constitui uma metodologia genuinamente fenomenológico existencial de psico-logia e de psicoterapia.
No que pese, freqüentemente, a teorização de cunho às vezes demasiadamente metafísico, e que vai se superando sucessivamente. Afinal de contas, a teo-ria, e a teorização, não são o que existe de fundamental na experimentação de uma metodo-logia fenomenológico existencial, especificamente empírica; quer dizer: especificamente não teorética.
O fato é que o Rogers que encontramos no final de sua vida produz uma literatura ensaística, e está, metodologicamente, totalmente imerso na experi-mentação fenomenológico existencial empírica e dialógica da vivência e constituição de um modelo genuinamente fenomenológico existencial de con-cepção e facilitação de grupos e de psicoterapia.
Entender a abordagem rogeriana é, certamente, en-tender esta concepção e metodologia específicas, fenomenológico existencial empíricas, que já está muito longe, por exemplo, da mecânica da focaliza-ção, ou das meras condições de criação de um clima te-rapêutico (ainda que elas sejam importantes).
Não foi pouco, em termos qualitativos, e mesmo quantitativos.
Não fazemos justiça a Rogers enquanto não com-preendemos vivencialmente, empiricamente, as configurações do logos metódico fenomenológico existencial experimental de seu paradigma de traba-lho com grupos, e de terapia individual, a partir de 1974.
Infelizmente a teoria produzida por Rogers sobre es-te modelo ainda se situa na emergência, e na perplexidade da emergência, deste modelo. Na per-plexidade mesmo da condição da teorização acerca de uma metodologia não teorética, o que é paradoxo de toda abordagem fenomenológico existencial.
Na verdade, em particular nos EUA, a Fenomenolo-gia e o Existencialismo estavam meramente chegando, e enfrentavam resistências de ordem cul-tural, de ordem religiosa, e outras. O ethos maciçamente empirista, num sentido objetivista, di-ficultava a apropriação então da Fenomenologia e do Existencialismo. Rogers, apesar de influências seminais, de um Buber, por exemplo, de um Mas-low, de um Kierkegaard, não tinha conhecimento das particularidades das concepções de um Brenta-no, ou de Heidegger. A bem da verdade, a partir de suas influências originais, Rogers estava mais inte-ressado na experimentação fenomenológico existen-cial empírica de seu modelo.
A teoria e a teorização são, entretanto, fundamen-tais. Mesmo em um modelo fenomenológico existencial empírico – o que quer dizer, não teoréti-co, não teorizante, em sua vivência. Em particular, quando se trata do desdobramento do modelo, e da transmissão dele a novas gerações.
A situação assim da teoria, a sedução pela “facilida-de” e poderes de uma posição empirista objetivista (freqüentemente adoçada por uma retórica “rogeri-ana”), o status que Rogers alcançou, supostamente propagado, a preguiça, fazem com que haja freqüen-temente uma paralisia na compreensão teórica do modelo rogeriano, e no desdobramento de suas con-cepções e métodos.
Isto não faz jus, naturalmente, à importante e subs-tancial contribuição de Rogers. Nem às demandas da sociedade, que cada vez mais respeita e demanda o trabalho do psicólogo, que cada vez mais requer modelos efetivos de concepção e método.
O modelo de Rogers contribui efetiva e substanci-almente neste sentido.
Resta-nos o desafio de uma compreensão, experi-mentação e desdobramento deste modelo. O que envolve uma vivência efetiva de sua originalidade empírica e experimental, num sentido fenomenoló-gico e existencial. A compreensão de suas raízes seminais, tanto em termos históricos, como em ter-mos conceituais e metodológicos.
Ophycina do Livro
Naturalmente que, nas condições em que ele viveu e trabalhou, há ambigüidades, imprecisões, equívo-cos. Alguns, intrínsecos ao empreendimento pioneiro de constituição de um modelo fenomeno-lógico existencial de psicologia e psicoterapia. Alguns, devidos a fatores e conflitos culturais. Ou-tros, devidos às limitações das informações sobre a ontologia, concepção e metodologia fenomenológi-ca, e sobre o existencialismo. Nada disso comprome-te a substância e importância de sua contribuição, quer seja em termos conceptuais ou em termos me-todológicos.
Rogers transita, ao longo de sua vida, e de sua obra, desde âmbito moralista, puritano, religioso; na dire-ção de uma abordagem genuinamente fenomenológico existencial experimental. Ao che-gar, por exemplo, à culminância de sua obra, na concepção e experimentação da metodologia feno-menológico existencial experimental empírica do trabalho com grupos.
Teve um influência importante da psicologia aca-dêmica norte americana, dos livre pensadores norte americanos, como Emerson e Thoreau. Mas encon-trou Kierkegaard e Buber já no seminário teológico, anteriormente a sua carreira de psicólogo. Como psicólogo, já, recebe as influências marcantes de A-brahan Maslow e de Rollo May. Estes mediam de um modo importante a chegada até Rogers da psi-coterapia fenomenológico existencial européia, dos heidgerianos Boss e Binswanger. Os gestálticos (da Psicologia da Gestalt) chegam, de um modo subs-tancial, através dos seminais trabalhos de Kurt Goldstein e Max Wertheimer, emigrados para os EUA, após uma já longa e profícua vida produtiva dentro da tradição fenomenológica da Psicologia da Gestalt, na Europa. E é fundamental, no desenvol-vimento de suas concepções e metodologia, o inter-câmbio com Otto Rank, emigrado da Europa, para a Universidade da Pensilvânia. Rank trazia, sobretu-do, e mais uma vez, a influência de Nietzsche no desenvolvimento de sua abordagem de psicoterapi-a. E teve uma substancial influência sobre Rogers.
Se existem imprecisões, impropriedades, equívocos, nas formulações de Rogers, a partir da perspectiva da ontologia e metodologia fenomenológica e exis-tencial, estes podem ser entendidos, como falamos, como conseqüências naturais do pioneirismo de Ro-gers, e de suas condições culturais, sociais e históricas específicas.
Afinal, no seu ambiente cultural e acadêmico, for-temente empirista -- num sentido objetivista do termo --, e pragmatista, o que quer dizer igualmente empirista objetivista, Rogers desviou, configurando-se como um empirista substancialmente fenomeno-lógico, e desenvolvendo uma obra, influenciada pelas perspectivas de um Kierkegaard, de um Bu-ber, de um Binswanger, de um Brentano, de um Goldstein, de um Wertheimer, de um Otto Rank, em especial.
Certamente que não era fácil discriminar o caráter empirista da Fenomenologia e do Existencialismo naquele momento nos EUA. Ao mesmo tempo, ca-bia evitar uma concepção idealista da Fenomenologia, fortemente rejeitada, naturalmente, no âmbito de um empirismo objetivista. Por entre Brentano, Husserl, Heidegger, Sartre, Psicologia da Gestalt, tensões entre o modo americano e europeu de conhecer... não era fácil encontrar um caminho.
Coerentemente, Rogers foi pela via do empirismo, e o empirismo que só podia ser o empirismo fenome-nológico. Por aí ele constitui uma metodologia genuinamente fenomenológico existencial de psico-logia e de psicoterapia.
No que pese, freqüentemente, a teorização de cunho às vezes demasiadamente metafísico, e que vai se superando sucessivamente. Afinal de contas, a teo-ria, e a teorização, não são o que existe de fundamental na experimentação de uma metodo-logia fenomenológico existencial, especificamente empírica; quer dizer: especificamente não teorética.
O fato é que o Rogers que encontramos no final de sua vida produz uma literatura ensaística, e está, metodologicamente, totalmente imerso na experi-mentação fenomenológico existencial empírica e dialógica da vivência e constituição de um modelo genuinamente fenomenológico existencial de con-cepção e facilitação de grupos e de psicoterapia.
Entender a abordagem rogeriana é, certamente, en-tender esta concepção e metodologia específicas, fenomenológico existencial empíricas, que já está muito longe, por exemplo, da mecânica da focaliza-ção, ou das meras condições de criação de um clima te-rapêutico (ainda que elas sejam importantes).
Não foi pouco, em termos qualitativos, e mesmo quantitativos.
Não fazemos justiça a Rogers enquanto não com-preendemos vivencialmente, empiricamente, as configurações do logos metódico fenomenológico existencial experimental de seu paradigma de traba-lho com grupos, e de terapia individual, a partir de 1974.
Infelizmente a teoria produzida por Rogers sobre es-te modelo ainda se situa na emergência, e na perplexidade da emergência, deste modelo. Na per-plexidade mesmo da condição da teorização acerca de uma metodologia não teorética, o que é paradoxo de toda abordagem fenomenológico existencial.
Na verdade, em particular nos EUA, a Fenomenolo-gia e o Existencialismo estavam meramente chegando, e enfrentavam resistências de ordem cul-tural, de ordem religiosa, e outras. O ethos maciçamente empirista, num sentido objetivista, di-ficultava a apropriação então da Fenomenologia e do Existencialismo. Rogers, apesar de influências seminais, de um Buber, por exemplo, de um Mas-low, de um Kierkegaard, não tinha conhecimento das particularidades das concepções de um Brenta-no, ou de Heidegger. A bem da verdade, a partir de suas influências originais, Rogers estava mais inte-ressado na experimentação fenomenológico existen-cial empírica de seu modelo.
A teoria e a teorização são, entretanto, fundamen-tais. Mesmo em um modelo fenomenológico existencial empírico – o que quer dizer, não teoréti-co, não teorizante, em sua vivência. Em particular, quando se trata do desdobramento do modelo, e da transmissão dele a novas gerações.
A situação assim da teoria, a sedução pela “facilida-de” e poderes de uma posição empirista objetivista (freqüentemente adoçada por uma retórica “rogeri-ana”), o status que Rogers alcançou, supostamente propagado, a preguiça, fazem com que haja freqüen-temente uma paralisia na compreensão teórica do modelo rogeriano, e no desdobramento de suas con-cepções e métodos.
Isto não faz jus, naturalmente, à importante e subs-tancial contribuição de Rogers. Nem às demandas da sociedade, que cada vez mais respeita e demanda o trabalho do psicólogo, que cada vez mais requer modelos efetivos de concepção e método.
O modelo de Rogers contribui efetiva e substanci-almente neste sentido.
Resta-nos o desafio de uma compreensão, experi-mentação e desdobramento deste modelo. O que envolve uma vivência efetiva de sua originalidade empírica e experimental, num sentido fenomenoló-gico e existencial. A compreensão de suas raízes seminais, tanto em termos históricos, como em ter-mos conceituais e metodológicos.
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